Orientais, a
pátria ou a tumba,
Liberdade ou com glória, morrer!
É o voto que a alma pronuncia,
E que, heroicamente, cumpriremos!
É o voto que a alma pronuncia,
E que, heroicamente, cumpriremos!
Liberdade, liberdade, orientais!
Este grito salvou a pátria.
Que sua bravura em batalhas ferozes
De sublime entusiasmo inflamado.
Este dom sagrado, de glória
nós merecemos: tiranos tremei!
Tiranos tremei!
Tiranos tremei!
Liberdade na batalha vamos chorar,
E ao morrer, liberdade vamos gritar!
Liberdade na batalha vamos chorar,
E ao morrer, liberdade vamos gritar!
Orientais, a pátria ou a tumba,
Liberdade ou com glória, morrer!
É o voto que a alma pronuncia,
E que, heroicamente, cumpriremos!
É o voto que a alma pronuncia,
E que, heroicamente, cumpriremos!
Blog destinado às atividades com QR Code na disciplina de História no IFRS Campus Veranópolis
3.5.22
Hino Nacional do Uruguai
13.4.22
Iorubás
Nas
terras da África Ocidental, na região do baixo rio Níger, próximo ao Oceano
Atlântico e ao sul dos reinos do Sahel, viveram os iorubás. Eles constituíram
uma civilização marcadamente urbana. A força econômica das cidades vinha
sobretudo do comércio. Seus comerciantes (homens e mulheres) circulavam por
terra e pelos rios da região em canoas carregadas de produtos da floresta
(peles de leopardo, pimenta, marfim, noz de cola), além de objetos de couro,
metal e marfim confeccionados por seus artesãos.
Entre
as principais cidades estavam Ifé, Keto e Oyó. Ifé era considerada a cidade
sagrada, a capital religiosa, vista por eles como o umbigo do universo, onde
tudo começou. Cada cidade tinha um chefe local, o Oni, responsável por
administrar a cidade, distribuir a justiça e promover os cultos religiosos. O
Oni de Ifé era denominado Obá, chefe principal dos iorubás, que tinha
ascendência sobre os governantes das demais cidades, mas não interferia na sua
administração. As cidades eram organizadas em torno do culto a divindades
relacionadas às forças da natureza e ao passado mítico das dinastias reais,
como Ogum e Xangô.
Por
volta do século XII, ao sudoeste de Ifé, se formou o Reino do Benin, que seguiu
o modelo de governo de Ifé. Seu governante tinha que ir a Ifé para ter
reconhecido seu poder pelo Obá. O comércio era a principal fonte de riqueza do reino.
Quando os europeus iniciaram as Grandes Navegações, no século XV, foi este
reino o que encontraram e fizeram importante aliança, para obtenção de seres
humanos escravizados. Com o tempo, a sua capital, Benin, se tornou a cidade
mais importante da região.
Os
iorubás produziam esculturas atraentes e realistas, como cabeças humanas feitas
em bronze e em tamanho natural, utilizando materiais como argila, cobre,
bronze, madeira e marfim. A arte de matriz iorubá atingiu um grande nível de
excelência, levando influência para a América (especialmente Cuba e Brasil) e
com o colonialismo do século XX sendo levada para museus europeus.
10.3.22
Conceitos sobre cultura
“A cultura possui tanto aspectos tangíveis – objetos ou símbolos que fazem parte de seu contexto – quanto intangíveis – ideias, normas que regulam o comportamento, formas de religiosidade”.
“A cultura não é estática, está
em constante mudança de acordo com os acontecimentos vividos por seus
integrantes e pelas transformações sociais”.
“um sistema de concepções
herdadas expressas em formas simbólicas por meio das quais os homens comunicam,
perpetuam e desenvolvem seu conhecimento e suas atividades em relação a vida”
(Clifford Gertz)
“cultura é o conjunto de
manifestações humanas que contrastam com a natureza ou comportamento natural”
“Cultura é criação”.
Para ajudar a pensar no conceito:
a ideia de cultura está somente restrita ao que pensamos normalmente ser
cultura?
Conceitos sobre sociedade
“Associação amistosa com outros” (conceito romano)
“A sociedade é uma condição
universal da vida humana” (Eduardo Viveiros de Castro)
“A sociedade é uma associação de
indivíduos” (Durkheim)
“A história das sociedades é a
história da luta de classes” (Marx)
Para ajudar a pensar no conceito:
o que faz a sociedade brasileira ser diferente, por exemplo, da sociedade
argentina ou uruguaia? O que vocês já aprenderam em sociologia?
Conceitos sobre economia
“Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações” (Adam Smith)
“É um estudo da humanidade nos
negócios da vida; examina a parte da ação individual e social que está mais
intimamente ligada à conquista e ao uso dos requisitos materiais do bem-estar”
(Alfred Marshall)
“Ciência que estuda o
comportamento humano como uma relação entre fins e meios escassos que têm usos
alternativos” (Lionel Robbens)
“A ciência econômica está sempre
analisando os principais problemas econômicos: o que produzir, quando produzir,
em que quantidade produzir e para quem produzir”.
Para ajudar a pensar no conceito:
relacionem com o que vocês já aprenderam em Introdução à Economia.
Conceitos sobre política
“A política é um mecanismo que tem por fim último a felicidade dos homens” (Aristóteles)
“Capacidade do ser humano de
criar diretrizes com o objetivo de organizar seu modo de vida”
“Forma de fazer todos os
indivíduos expressem suas particularidades e conflitos sem que este cenário
seja transformado em desordem social”
“Resolução de conflitos [...] que
expressam relações de poder e que se destinam à resolução pacífica dos
conflitos” (Schmitter)
“Ação organizada para atingir
demandas sociais”
Para ajudar a pensar no conceito:
qual é a finalidade da política?
22.11.21
O outro lado dos "Anos Dourados"
Apresentamos aqui trechos do livro "Quarto de Despejo", de Carolina Maria de Jesus. A poetisa vivia na favela do Canindé, em São Paulo, e seu livro se passa nos chamados "Anos Dourados", o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961). Reflita sobre os aspectos apresentados em relação ao custo de vida no período e sobre a estabilidade do regime democrático.
Observação: a escrita é conforme o que é apresentado no livro.
20
de maio de 1958
...Quando
cheguei do palacio que é a cidade os meus filhos vieram dizerme que havia encontrado
macarrão no lixo. E a comida era pouca, eu fiz um pouco
do macarrão com feijão. E o meu filho João José disseme:
—Pois
é. A senhora disseme que não ia mais comer as coisas do lixo.
Foi
a primeira vez que vi a minha palavra falhar. Eu disse:
—
É que eu tinha fé no Kubstchek.
—
A senhora tinha fé e agora não tem mais?
—
Não, meu filho. A democracia está perdendo os seus adeptos. No nosso paiz
tudo está enfraquecendo. O dinheiro é fraco. A democracia é fraca e os
políticos
fraquissimos. E tudo que está fraco, morre um dia. ...Os políticos
sabem que eu sou poetisa. E que o poeta enfrenta a morte quando vê o seu
povo oprimido.
13 de junho de 1958
Os
preços aumentam igual as ondas do mar. Cada qual mais forte. Quem luta
com as ondas? Só os tubarões. Mas o tubarão mais feroz é o racional. E o
terrestre. E o
atacadista.
A
lentilha está a 100 cruzeiros o quilo. Um fato que alegrou-me imensamente.
Eu dancei, cantei e pulei. E agradeci o rei dos juizes que é Deus.
Foi em janeiro
quando as aguas invadiu os armazéns e estragou os alimentos. Bem feito. Em vez
de vender barato, guarda esperando alta de preços: Vi os homens jogar sacos
de arroz dentro do rio. Bacalhau, queijo, doces. Fiquei com inveja dos peixes
que não trabalham e passam bem.
16 de agosto de 1958
Passei
na sapataria. O senhor Jacó estava nervoso. Dizia
que se viesse o comunismo ele havia de viver melhor, porque o que a
fabrica produz não
dá para as despesas.
Antigamente era os
operarios que queria o comunismo. Agora são os patrões. O custo
de vida faz o operario perder a simpatia pela democracia.
24 de outubro de 1958
...Eu
fiz café e mandei o José Carlos comprar 7 cruzeiros de pão.
Dei-lhe uma cédula de 5 e 2 de aluminio, o dinheiro que está circulando no
paíz, Fiquei nervosa quando contemplei o dinheiro de aluminio. O dinheiro devia ter
mais valor que os generos. E no entretanto os generos tem mais valor que o
dinheiro.
Tenho
nojo, tenho pavor
Do
dinheiro de alumínio
O
dinheiro sem valor
Dinheiro
do Juscelino.
5 de novembro de 1958
Comecei
sentir fome. E quem está com fome não dorme.
Quando
Jesus disse para as mulheres de Jerusalem: — “Não Chores por mim.
Chorae por vós” — suas palavras profetisava o inverno do Senhor Juscelino. Penado
de agruras para o povo brasileiro. Penado que o pobre há de comer o que
encontrar no lixo ou então dormir com fome.
Você
já viu um cão quando quer segurar a cauda com a boca e fica
rodando sem
pegá-la?
É igual o governo do Juscelino!