Expressão
cunhada e conceito desenvolvido por Hélio Jaguaribe em seu trabalho “Política
ideológica e política de clientela”, publicado no Jornal do Comércio de 14 de
maio de 1950 e na revista Digesto Econômico de julho do mesmo ano.
O
termo “clientela” foi empregado, na expressão “política de clientela”, por
derivação da expressão latina equivalente e das relações que, no início da
República Romana, existiam entre o pater famílias e seus clientes. A
origem da prática remonta à Roma antiga em que pessoas (os clientes)
ficavam sob a proteção de um patrono em troca de serviços e obrigações bem
definidas. O patrono era o protetor, o patrocinador e o benfeitor dos clientes,
uma proteção chamada de patrocínio. Os patronos protegiam clientes individuais
da coleta de impostos e de outras obrigações públicas. Em troca, os clientes
davam-lhe dinheiro ou prestavam serviços.
Por
política de clientela se entende, basicamente, todas as formas de ação
política, quer no âmbito do Estado e suas subdivisões territoriais ou
administrativas, quer no âmbito de qualquer coletividade dotada de alguma
institucionalidade, orientadas por um sentido de troca de vantagens específicas
entre o promotor de tais ações, o político de clientela, e os grupos sociais
junto aos quais opera, a clientela de tal política.
A
forma típica de política de clientela consiste na concessão de empregos
públicos para determinadas pessoas ou na execução de serviços públicos, em
benefício de certas áreas ou grupos, em troca de apoio político para o promotor
de tais iniciativas.
A
política de clientela se opõe à política ideológica ou programática, exercida
em função de determinadas concepções relativas ao que convenha, genérica ou
especificamente, a um determinado grupo social, em determinadas condições.
JAGUARIBE,
Hélio. Política de clientela. Disponível em https://www18.fgv.br/CPDOC/acervo/arquivo
Acesso em 12-04-2026
DOMINGUES,
Joelza Ester. Clientelismo. Studhistória.
Disponível em https://studhistoria.com.br/qq-isso/clientelismo/
Acesso em 12-04-2026
Fundamental
para a construção do conceito: o clientelismo tem dois polos. O coronel e o
cliente. Relacione-os.
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