13.7.26

Primeira República - Política do café com leite

 

Campos Sales conseguiu também estabelecer um equilíbrio nas disputas pelo poder federal, como o rodízio de mineiros e paulistas na presidência e na vice-presidência da República – a chamada política do café com leite.

Chamou-se política do café com leite a predominância das oligarquias paulista e mineira no governo federal durante a República Velha ou Primeira República. Ela derivou da “política dos governadores” implantada a partir da presidência de Campos Sales (1898-1902).

O termo “café com leite” advém da influência do setor agrário de São Paulo, grande produtor de café, e de Minas Gerais, produtor de leite e maior polo eleitoral do país de então. Os representantes do Partido Republicano Paulista (PRP) e do Partido Republicano (Mineiro) tornaram-se então predominantes na política nacional. Para não desagradar os demais estados, faziam acordos políticos, especialmente com os estados com o maior número de eleitores, como a Bahia e o Rio Grande do Sul.

Exceções à política do café com leite:

  • Nilo Peçanha (1909-1910) – do Partido Republicano Fluminente, assumiu a presidência após o falecimento do mineiro Afonso Pena.
  • Hermes da Fonseca (1910-1914) – militar gaúcho, do Partido Republicano Conservador, eleito por conta da falta de acordo do PRP e do PRM.




A política do café com leite permitiu à burguesia cafeeira paulista controlar, no âmbito nacional, a política monetária e cambial, e a negociar no exterior empréstimos para a compra das sacas de café excedentes. Essa intervenção garantia lucros seguros aos cafeicultores. Para Minas Gerais, o apoio a São Paulo garantia a nomeação dos membros da elite mineira para cargos na área federal e verbas para obras públicas, como a construção de ferrovias.

Assim, enquanto São Paulo, financiava seu próprio sucesso econômico através de empréstimos externos, os outros estados, especialmente no Nordeste, empobreciam-se, não somente pela sua falta de adaptação ao sistema capitalista do século XX, mas, também, à fraca distribuição de recursos por parte do Governo Federal.

 

Fundamental para o conceito: qual o interesse de SP e MG em ter a presidência da república?

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