22.4.19

Kaingang - Organização social

Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná


Os grupos kaingangs são divididos em duas metades: kamé (representando o Sol) e kairu (representando a Lua). Segundo as tradições do povo, os casamentos devem ser realizados com pessoas da metade oposta. Após o casamento, o homem passa a morar com seu sogro. Porém, os filhos desse casamento entram na metade a qual pertence o pai.
As comunidades têm como base as famílias (pais e filhos), que fazem parte de famílias extensas (casal de velhos, seus filhos e filhas solteiras, suas filhas casadas, seus genros e netos). Cada uma dessas famílias extensas tem entre 20 e 50 pessoas. Essas, por sua vez, se juntam em grupos locais, por meio das relações de sangue, e a junção de vários grupos locais forma uma comunidade. Cada uma delas tem entre 300 e 500 pessoas.

Guaranis - Economia

Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná


A agricultura é a atividade principal da vida comunitária, em especial com o milho e tubérculos como a mandioca. Essas plantas tem significado mágico para o povo, sendo motivo de diversas cerimônias religiosas. Geralmente as áreas plantadas são pequenas, entre 1 e 3 hectares, dependendo da qualidade da terra e do número de pessoas disponíveis para a atividade. Além disso, plantam árvores frutíferas e espécies utilizadas como remédios ao redor das casas. Também coletam frutos silvestres e materiais para a elaboração de artesanato, vendido nas ruas das grandes cidades e à beira das estradas. A caça não é pratica corriqueira e vem diminuindo ao longo do tempo, em especial por conta da destruição do meio ambiente de suas regiões. Todos participam das atividades produtivas, havendo uma divisão do trabalho definida pelo sexo.

Guaranis - Religião

Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná


A liderança espiritual é exercida pelo Tamoi (avô) e seus auxiliares (yvyraija), podendo também ser exercida por mulheres. A comunidade constrói e mantém uma casa para a prática de rezas e rituais coletivos, geralmente próxima à casa do Tamoi.
As práticas espirituais muitas vezes duram horas; as rezas, compostas de cantos, danças e discursos, voltam-se às situações do cotidiano (excesso ou falta de chuvas, colheitas). A principal cerimônia religiosa é o Nheemongarai, na qual os frutos da colheita são abençoados e as crianças nascidas durante o ano recebem seus nomes.

Guaranis - Política

Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná


Atualmente, cada comunidade tem um chefe político, o “cacique”, ao qual estão subordinadas jovens lideranças que permitem a mediação entre a comunidade e os representantes do Estado. O cacique só aparece em momentos específicos, nos quais há situações que envolvem todos os membros da comunidade. Do contrário, cada família extensa tem bastante autonomia para tomar suas próprias decisões.  Antigamente, o chefe político também era o religioso; porém, com os constantes conflitos, essas figuras foram separadas.

Guaranis - Organização social


Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná

Os assentamentos guaranis são chamados de tekoa. Cada tekoa tem entre 20 e 200 pessoas, e são constituídas por uma ou mais famílias extensas (casal, filhas, genros e netos), com um chefe espiritual e político. A organização interna da comunidade é definida pelas relações de parentesco e de sangue. As várias aldeias se conectam por meio de redes de parentesco. Dessa forma, há uma intensa mobilidade das pessoas dentro dos territórios ocupados por esse grupo.

15.4.19

Questões de ENEM sobre Roma Antiga


2016 – Questão 16

Os escravos tornam-se propriedade nossa seja em virtude da lei civil, seja da lei comum dos povos; em virtude da lei civil, se qualquer pessoa com mais de 20 anos permitir a venda de si própria com a finalidade de lucrar conservando uma parte do preço da compra; e em virtude da lei comum dos povos, são nossos escravos aqueles que foram capturados na guerra e aqueles que são filhos de nossas escravas.

A obra Institutas, do jurista Aelis Marcianus (século III d.C.) instrui sobre a escravidão na Roma Antiga. No direito e na sociedade romana desse período, os escravos compunham uma:

A – mão de obra especializada protegida pela lei.
B – força de trabalho sem a presença de ex-cidadãos.
C – categoria de trabalhadores oriundos dos mesmos povos.
D – condição legal independente da origem étnica do indivíduo.
E – comunidade criada a partir do estabelecimento das leis escritas.



2016 – Questão 7

A Lei das Doze Tábuas, de meados do século V a.C., fixou por escrito um velho direito costumeiro. No relativo às dívidas não pagas, o código permitia, em última análise, matar o devedor; ou vende-lo como escravo do outro lado do Tibre, isto é, fora do território de Roma.
A referida lei foi um marco na luta por direitos na Roma Antiga, pois possibilitou que os plebeus:

A – modificassem a estrutura agrária baseada no latifúndio
B – exercessem a prática da escravidão sobre seus devedores.
C -  conquistassem a possibilidade de casamento com os patrícios.
D – ampliassem a participação política nos cargos públicos.
E – reivindicassem as mudanças sociais com base no conhecimento das leis.


2017 - Questão 79

TEXTO I

Sólon é o primeiro nome grego que nos vem à mente quando terra e dívida são mencionadas juntas.
Logo depois de 600 a.C., ele foi designado “legislador” em Atenas, com poderes sem precedentes, porque a exigência de redistribuição de terras e o cancelamento das dívidas não podiam continuar bloqueados pela oligarquia dos proprietários de terra por meio da força ou de pequenas concessões.


TEXTO II

A “Lei das Doze Tábuas” se tornou um dos textos fundamentais do direito romano, uma das principais heranças romanas que chegaram até nós. A publicação dessas leis, por volta de 450 a.C., foi importante, pois o conhecimento das “regras do jogo” da vida em sociedade é um instrumento favorável ao homem comum e potencialmente limitador da hegemonia e arbítrio dos poderosos. 


O ponto de convergência entre as realidades sociopolíticas indicadas nos textos consiste na ideia de
que a:

A - discussão de preceitos formais estabeleceu a democracia.
B - invenção dos códigos jurídicos desarticulou as aristocracias.
C - formulação de regulamentos oficiais instituiu as sociedades.
D - definição de princípios morais encerrou os conflitos de interesses.
E - criação de normas coletivas diminuiu as desigualdades de tratamento.

2013 - Questão 26

Durante a realeza, e nos primeiros anos republicanos, as leis eram transmitidas oralmente de uma geração para a outra. A ausência de uma legislação escrita permitia aos patrícios manipular a justiça conforme seus interesses. Em 451 a.C., porém, os plebeus conseguem eleger  uma comissão de dez pessoas — os decênviros – para escrever as leis. Dois deles viajaram a Atenas, na Grécia, para estudar a legislação de Sólon.

A superação da tradição jurídica no mundo antigo, descrita no texto, esteve relacionada à:

A - adoção do sufrágio universal masculino.
B - extensão da cidadania aos homens livres
C - afirmação de instituições democráticas.
D - implantação de direitos sociais.
E - tripartição dos poderes políticos.
  

18.2.19

Origem da agricultura

Abaixo estão alguns mapas sobre a origem da agricultura e da pecuária.

Retirado do livro: BRAICK, Patrícia. Estudar História: das origens do homem à era digital. São Paulo: Moderna, 2015, p.52.




Retirado da Internet: http://www.agronegocios.eu/noticias/o-mapa-que-mostra-a-origem-dos-alimentos-que-comemos/ (acesso em 18-02-2019)