Conforme Tristão de Alencar Araripe, podemos elencar três
fases na guerra:
1) de 20 de setembro de 1835 (conquista de Porto Alegre) a 11 de setembro de 1836 (proclamação da República) – predomínio dos liberais monarquistas, que pretendiam a descentralização administrativa provincial, com soberania da Assembleia Legislativa, procurando evitar a ditadura do Executivo. Não eram totalmente separatistas.
A atitude dúbia do regente Feijó, abandonando
os farroupilhas rio-grandenses, permitiu que o grupo republicano se utilizando
da palavra mágica federação modificasse os objetivos revolucionários.
2) rebelião, de 1836 (proclamação da República)
a 1840 – separar o RS da comunhão brasileira, constituindo uma república
independente e soberana. Em 1839, ocorre a proclamação da República Juliana, em Laguna, liderada
por Giuseppe Garibaldi, comandante da Marinha Rio-Grandense. Este fato leva a
uma reação do Império do Brasil.
Um ponto significativo que influenciou na
aventura de Garibaldi em Santa Catarina foi a ausência de saída para o mar por
parte dos farroupilhas. Rio Grande jamais foi conquistada pelos farroupilhas, e
o apoio à causa farroupilha era pequeno, tendo em vista os laços comerciais que
uniam à cidade ao Rio de Janeiro; Porto Alegre somente foi conquistada no
início da guerra; retomada em 1836, jamais foi reconquistada pelos rebeldes,
mesmo sofrendo dois pesados cercos pelo Lago Guaíba. Ou seja, os dois
principais portos da província não estavam nas mãos da República, o que os
obrigou a buscar uma saída para o mar por Santa Catarina. O controle da República Rio-Grandense foi forte na região do pampa (metade sul da província); lembrando que o norte da província ainda era território indígena.
3) negociações de paz com o Império do Brasil e
retorno à comunhão brasileira – de 1840 (retomada de Santa Catarina pelo governo imperial) a 1845 (Tratado de Ponche Verde).
Baseado em: FLORES, Moacyr. Modelo político dos farrapos. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1978, p.117-133.
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