“Até [...] 1864, as divergências
entre liberais e conservadores se prenderam quase que totalmente aos conflitos
regenciais entre as tendências de centralização e descentralização do poder
[...]. Os liberais eram por maior autonomia provincial, pela Justiça eletiva, pela separação da polícia e da Justiça, pela
redução das atribuições do poder moderador. Os conservadores defendiam
fortalecimento do poder central, o controle centralizado da magistratura e da polícia, o
fortalecimento do poder moderador. [...] No que diz respeito às relações entre ocupações e filiação partidária, os
dados mostram a tendência nítida de
se concentrarem os funcionários públicos no Partido Conservador e os
profissionais liberais no Partido Liberal. Este achado é consistente com a
ideia de que os conservadores foram os principais suportes da centralização e
do fortalecimento do Estado.
Quadro 1 – Filiação
partidária e origem social dos ministros (1840-1889).
|
|
Partido Conservador |
Partido Liberal |
|
Proprietários rurais |
47,54% |
47,83% |
|
Comerciantes |
13,12% |
8,69% |
|
Outros |
18,03% |
26,09% |
|
Sem informação |
21,31% |
17,39% |
Quadro 2 – Filiação
partidária e origem provincial dos ministros (1840-1889).
|
|
BA |
RJ-CORTE |
MG |
PE |
SP |
RS |
|
Partido Conservador |
12 |
19 |
5 |
8 |
4 |
1 |
|
Partido Liberal |
13 |
5 |
13 |
6 |
11 |
9 |
|
Sem partido |
1 |
4 |
|
|
1 |
|
Informações retiradas de: CARVALHO,
José Murilo de. A construção da ordem. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ/
Relume-Dumará, 1996.
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