13.4.26

Política imperial

 

“Até [...] 1864, as divergências entre liberais e conservadores se prenderam quase que totalmente aos conflitos regenciais entre as tendências de centralização e descentralização do poder [...]. Os liberais eram por maior autonomia provincial, pela ​Justiça eletiva​, pela separação da polícia e da Justiça, pela redução das atribuições do ​poder moderador​. Os conservadores defendiam fortalecimento do poder central, o controle centralizado da magistratura​ e da polícia, o fortalecimento do poder moderador. [...] No que diz respeito às relações entre ocupações e filiação partidária, os dados mostram a tendência nítida de se concentrarem os funcionários públicos no Partido Conservador e os profissionais liberais no Partido Liberal. Este achado é consistente com a ideia de que os conservadores foram os principais suportes da centralização e do fortalecimento do Estado.

 

Quadro 1 – Filiação partidária e origem social dos ministros (1840-1889).

 

Partido Conservador

Partido Liberal

Proprietários rurais

47,54%

47,83%

Comerciantes

13,12%

8,69%

Outros

18,03%

26,09%

Sem informação

21,31%

17,39%

 

Quadro 2 – Filiação partidária e origem provincial dos ministros (1840-1889).

 

BA

RJ-CORTE

MG

PE

SP

RS

Partido Conservador

12

19

5

8

4

1

Partido Liberal

13

5

13

6

11

9

Sem partido

1

4

 

 

1

 

Informações retiradas de: CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ/ Relume-Dumará, 1996.

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