Antes do confinamento em reservas, os Terena promoviam uma agricultura itinerante, com corte e queima, e rotação de tempos em tempos, complementada pela caça e coleta. Atualmente, adaptando-se à “modernização” forçada, utilizam-se da mecanização, com tratores e arados. A agricultura segue sendo a principal atividade econômica. Planta-se arroz, feijão, mandioca e milho, para consumo próprio, e a venda dos excedentes nas cidades próximas. O grupo doméstico (pai e grupo de irmãos) decide em conjunto quando e o quê plantar, e trabalham coletivamente a terra, embora reconheçam a propriedade individual de cada um. Adotam a rotação de culturas para evitar o desgaste do solo. Há também a criação de gado, mas somente para aqueles considerados “bem sucedidos”, que tenham dinheiro para comprar algumas reses.
Com o decorrer do tempo, a disponibilidade de
recursos naturais diminuiu consideravelmente em relação ao tamanho da
população. Dessa forma, o trabalho externo configurou-se como uma opção viável.
Este é realizado nas fazendas da região, para abri-la ou mantê-la (instalação
de cercas, corte de postes, capina, colheita). É um trabalho temporário e
exercido, na sua maioria, por homens maduros (entre 35 e 50 anos). A
administração desse fluxo de trabalhadores, em especial para as usinas de
açúcar e álcool, hoje é o principal papel dos detentores do poder nas aldeias
Atualmente, a maioria da população ou somente
trabalha fora das reservas ou conjuga essa opção com atividades internas.
Contudo, os salários são baixos, dado o grande volume disponível de mão de
obra. Outros membros do grupo vão para as cidades, em especial Campo Grande,
trabalhar como empregadas domésticas, seguranças e outras profissões.
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